terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Soneto-Erêstudo(n.369. Para Luciana Moraes, e Adeivan Ferreira)

À mesa - com fagotes e o Mais -
o copo Cheio esGara o próximo transbordo
e sóis lá fora d'Epifanias: chope
das terras do Rei, vultos d'hômines antigos,

esfinges da primeira estrada de ferro________ hoje
sem muros brancos nem cavalos azuis
(inclusive na sala do antigo Presbitério
musgos sentam na primeira cadeira de pernas Abertas,

sem ajeitar o espartilho). Felizmente ao Poema
esqueceram de explodir as pernas quando 
rancaram-lhe asas, inda haverá nas estradas 
risadas de raparigas, antes que os demônios 

acordem_________ à mesa com mundos-Sóis,
o Evangelista pede o próximo Chope.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Soneto, n.368(Grão-de-Arcabuz, n.2. À memória de Cruz e Sousa. Dedicado a Caleb Baltazar)

O sol desfaz no meu céu o caminho 
da moura a recolher da corda a rouparia, 
estrelaDeiras que a pouco e pouco arrefecem,
como os b-29 desfizeram Dresden.

Escuto as dormideiras falarem que mataram 
a antiga namorada da Lua, era a menina 
que afagava espelhos num beco Escuriscente
e não sabia que morrer era bater em latas,

transparecendo Carmim com estampas de Poente 
no regaço... não há mais "dia" entre as 
moedas de troca, falharam águas Frias
por sobre as testas em Febre_________

sol Desfez o caminho. O menino Dorme,
entre os "incensos dos turíbulos das Aras"...

Soneto, n.367(Grão-de-Arcabuz, n.1, dedicado a Caleb Baltazar)

Cibório deambular à luzes Raras
marcha sobre a largura da terra
após a interdição do rio Eufrates,
estralanDando os chicotes sobre monstrengos

com cabeleira de Mulher_______ eu Mesmo,
e - Feério - fui trancar todas as Portas
de empós os bronzes-Canudos terem
mijado nas calças, e o som que havia
era o de vidros Partidos...
não há mais cózes d'areias
pra carregar as ampulhetas do Tempo,
não verei elas plantas Crescerem__________

e Aliás, ó Tu - esboço à cavaleiro-Inacabado:
que rosas fugitivas sempre me Foste!


**(OBS: Construído segundo a forma 4/8/2)**

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Soneto Oblônguio( Arrastapé Suçuarano. N.366. Para Luciana Moraes, e Jéssica Campos)

Entre el'Árvore e seus filhíns abricós -
baticuns a ancorar dentro Amanhãs -
há  todo um Ruancéu d'oriente, poema em transe
na areia, flórias de porto Alvadío__________

entr'arranhões de derradeiras abelhas
um braço brandindo gládios corre à cata
d'um Corpo: sem mais casacas nos salões
do vice-rey. Há noites cujo regalo majór
conSíste no escrever com sangre em cada rosto
de muro que Deus é mesmo Intervalo 
entre os confins d'Oceano e el'âncora
que se levanta no cais______ naus caminhando 

dentro dos troncos das árvores: nelas Sementes 
baticuns d'Amanharãs e HorizÔnteres!


**(OBS: Construído segundo a forma 4/8/2)**

Soneto Eresfíngeo(Em forma de catira batida. N.365. Para Bárbara Rodrigues)

Manhã dela chuva. Apagam-se
as luzes da igreja, não tem curimba,
Velho Ferges pode amenrígene
manguar uns sonos, pássaros-Esconderijo.

Manhã se amôura sobre arcabouços
de barcaças Naufrágeas, sem mãos-donzelas
e sem bronzes de castelos medievais,
embirramento dos santos a dizeeer

que há Muito se acabaram os homens,
mócha mais derradeira dos girassóis -
nunca mais AMARELO!! - esgalga eresfinge
cujas mãos Candonguereiam Segredo__________

insônia de Salomé numa bandeja de Prata,
grandes Naves da catedral Submergida...

Soneto, n.364(À memória de Ana Cristina Cesar. Para Bárbara Rodrigues)

O motor do mundo AvalÂncha:
crescerÊram nas vias férreas delas pessoas 
ervas com músculos e mais Viços daninhosos,
a lâmpada do templo baloçourou e...

caiiiu pelas vértebras de los telhados tal como
um esboço de criança à beira do Tempo 
contempla o próprio esqueleto... sim,
o zé-Bedel do Capeta vem com sinetas
e a peixeiRêira pra descabeçar Jão Batista,
e também Joseph K. - apesar que ele foi Deglutido 
sem nunca a ninguém ter feito RANÇO,
carma de Ibós e más Candrácitas Fúneres__________

a alta lâmpada do templo Amunhecou,
'spatifou pelas jerebas da Hora...


**(OBS: Escrito segundo a forma 4/8/2)**

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Soneto Imbó-Bricológeo(n.363. À memória de Heitor Villa-Lobos. Escrito ouvindo o "Finale" de sua Quarta Sinfonia. Para Meire Ellem)

A tijuquêra peguenta da estrada 
onde aurora remelenteia e se 'turda:
tchoque-tchotchÓque imanesCendo pro dia
surgir que nem piranha 'bocanhanrando o dedím

do piá... Vida, que se ajeita na rede
(mas Isquéce de chamar vosmicê...) -
enquanto morte e o Planalto 
encreeespam a crina do animal 

que é VASSUNCÊ nas ancas do trem
dela central do brasil_____ você magunço
num trempe de doze horas é mór-sardinha,
cachorro corrido e jégue de má-Cangalha________

a tijuquêra peguenta da estrada é MESMO
o cabo mais Descabido deste mundo.