quinta-feira, 23 de novembro de 2017

São Mármaro pregando às 6:38 da manhã(Soneto, n.316. Para Luciana. A todas as pessoas-Aves)

O sentimento do Sublime
sai Caro? É preciso adubar fome
e sede de justiça no Quintal de casa,
pra alguns

é preço Impagável. Não quero
este pão - dizem muitos - são os
homens-Lata, os bombalhados em
plástico, os NÃO-homens enfim_________

o Cavaleiro anda atrasado mas Vem:
quando Ele os anjos a Virgem a bateria 
da Portela com sua tabajara de trombonErês
aparecer pelos céus, vai ser 

um deeeus nos acuda, Julgamento olha evééém
por entre as patas dos cavalanos, e aí:CABUUM.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Soneto, n.315(Alla Anticqua. Para Luciana Moraes)

O antigo salmista abre o álbum,
vê os Três sobre os montes, as
chaves do mundo nas mãos,
deixando nárnias e conchas

em todas as nuvens. Aos pássaros se diz
que gravem seu nome nas árvores, e
que sejam suas pernas. Poema corre,
homens webtrançam pirâmides ________

meu filho agora possui história,
e dois ombros que me lançam na eternidade:
acordo sobre mares e gaias,
tanta flor na garganta_________

os Três 'inda dizem - que SÃO, que SEMPRE -
nem tudo é voz(cabralina) da pedra. AMÉM.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Dia da(nossa) Bandeira(Soneto, n.314, escrito mesmo no dia 19/11/17, pro meu irmão André ben Noah)

Ao fim de quarenta invernos e duas tábuas 
de pedra - mesmo que o germe semeie
noite pelos casulos e sob os postes luzeiros incidam
sobre ombros Nenhuns___________

recebe ó terra este Afeto, apesar 
de gramões e manhattans mascarem fumo E
os ossos de nossos Próximos ao longo da história -
Nossa Bandeira os Três a Firmaram no céu:

em treze anos nos vestimos de alfabeto
e o Verde voltou à moda entre as árvores,
festuras que são cavalos em marcha
porque nem só de pão Vive o homem__________

nosso Estandarte evém Fala: sim, Peeeiaremos o mundo 
até nos devolverem o Futuro.



sábado, 18 de novembro de 2017

Sonetesboço(N.313, baseado no poema "Dois Esbócuros". Para Luciana Moraes)

Sou mago, Ponto. Ainda com água 
em todas as Ânforas - persclusro uns rufêos
nela manhã, no quartel próximo parece 
que soltaram maracanãs,

nem 7 de setembro é. MAS lembro 
que os cemitérios gerais estornam restos
de Pouco, por isso(Oscar salienta) há que arriscar 
planetas na areia, chamar

o mar pra briga depois. Foi teeempo
em que um só malazarte Sobrava
no Aceiro(da vida), por isso ela queda
a gente Veste em passo de Samba__________

e dos poemas com seus cavalos a gente Faz
povo heróico, um brado Retumbarante.

Madrigal(Versão soneto, n.312. Para a amiga Jessica Campos, também à memória de Renato Russo)

Nela cidade do Méier
(principalmente) nasci. Postes vestiam crachás
de cinemas Fechados, arlequiNins longe dela
gameleira do avô_________ terra

que muito se Coça e só responde em
pedra afiada(e não só lá), enquanto à cor da
conversa outono é poncho de passarins
levando nos bicos o Desmontuê

desque o Brasil modernou
e terminou de vender os índios: dona Decência 
saiu estroposprooondo com a porta, vexada,
Escandalisadíssima__________

gente Não nunca sabe
se chuva Ainda é poste com lâmpada.

Sete Serras(Versão soneto, n.311. Para a amiga Jessica Campos)

O que ainda gritam os altares:
cada vez mais desequílibrio entre eles -
os nichos da Ordem
e da Desordem________

os vales os matos as fontes-Quérnias
por Onde andam? Do outro lado do oceano
ainda pessoas somem nos entreDentes
do quartel da barão de mesquita,

seus habitantes desfolham bandeiras, têm pele
com fedor verde-oliva - enquanto a morte 
faz resto dos homens despir o rosto
e irem Cegos pro mar, isso apesar 

de o velho Dorival ter baixado avisando que a noite 
é noite de Temporááá...

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Soneto, n.310(Para Sarah Valle)

À beira de meu copo
noite Alta mostra os guarís, 
carrossel gasto 
deeesde ela Casca__________

vejo um planeta ascender
sobre as cabeças de concreto,
róseo dos gases veste zés-Clóvis
que passam no jornal das oito, terra

onde ninguém Jaz, rios por onde 
os gadanhões da samarco andaram,
e por Isto o efológio
não vem vestido de caixão _______

à beira de meu caneco um rio Eufrates
morto com farofa - em Cupiiins, desde ela casca.